3 de dez. de 2010

Professor de biologia explica como diminuir a temperatura de salas de aula utilizando caixas de leite longa-vida

Fonte: Boletim Informativo da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente
01/12/2010

Nova barreira para o calor

Juliana Marques

Imagine estudar ou trabalhar em uma escola cuja a temperatura nas salas de aula pode alcançar 47°C, em pleno verão no Rio de Janeiro. Apesar do calor, professores e alunos da Escola Municipal Presidente Costa e Silva, localizada no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, se mobilizaram para encontrar uma maneira simples e barata de deixarem o ambiente escolar mais agradável.

Foi quando o professor de biologia e pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Mauro Benetti, percebeu que a solução estava indo para a lata do lixo: “Poderíamos facilmente reaproveitar o alumínio de caixas de leite longa-vida, e criar um grande painel para refletir parte do calor que irradia nas telhas”. E foi exatamente isso que fizeram. A ideia deu tão certo que o projeto mobilizou professores e alunos de toda a escola sobre diversos assuntos ambientais, e redeu a Benetti um belo tema para sua dissertação de mestrado.

O primeiro passo para o trabalho foi conhecer a estrutura das embalagens longa-vida, e compreender porquê elas podem ser importantes aliadas na redução do calor. “As caixas são feitas com multicamadas de diferentes materiais, como polietileno (PVC), alumínio e o papel. Como são difíceis de reciclar, a melhor solução é reutilizá-las”, explicou Benetti.



Após a colagem, alunos realizam a pintura do painel com a ajuda da professora de artes.
(Crédito: Mauro Benetti)

Educação ambiental e conscientização

Enquanto os alunos realizavam a campanha de coleta das embalagens, professores elaboraram diversas atividades e oficinas para envolver toda a escola e tornar o projeto interdisciplinar. Benetti aplicou questionários aos alunos a respeito de seus pontos de vista sobre o ambiente em que vivem e estudam; a professora de matemática ajudou no cálculo da área do teto da sala de aula e da quantidade de caixas necessárias para a cobertura. Um grupo de alunos ficou responsável pelo registro das temperaturas, antes de depois do painel de longa-vida.

Além disso, professores de português trabalharam com diversos temas e debates em sala de aula, e divulgaram a campanha no jornal da escola. Já a professora de artes auxiliou na pintura das caixas. Depois da colagem das embalagens, os alunos escolheram pintá-las de azul e branco, formando um céu cheio de nuvens no teto da sala de aula.

Estudantes colam o painel do teto da sala de aula. A sala ganhou ainda nova pintura e ventiladores. (Crédito: Mauro Benetti)


Segundo Benetti, ao todo 103 alunos, do 6º, 7º e 9º anos participaram do trabalho, e todos ficaram satisfeitos com o espaço escolar renovado. Após a instalação do painel, eles registraram a redução de até 8°C em horários de pico. “Pode até parecer pouco, mas para nós foi uma redução e tanto”, contou o professor.

O antes e depois do trabalho: Segundo Benetti, alunos se tornaram mais
conscientes em relação ao meio ambiente e à própria formação. (Crédito: Mauro Benetti)

Benetti afirmou ainda que o resultado do trabalho foi além da redução da temperatura. A escola ganhou uma nova pintura, e os alunos perceberam que podem ser agentes modificadores do lugar em que vivem: “Eles tiveram a chance de participar de todas as etapas do trabalho e passaram a relacionar o meio ambiente com a qualidade de vida, e não apenas com a natureza. Agora, passam a zelar muito mais pelo espaço que eles próprios construíram”, afirmou. A meta agora é ampliar o projeto para toda a escola, e buscar novas maneiras de reutilizar materiais como garrafas PETs, papéis e metais.

9 de set. de 2010

TIPOS DE ALUNOS

Tem o aluno religioso:

sempre que ele vem ,você

diz -"pelo amor de deus!"

 

Tem o aluno matemático:

ele sempre te faz contar até

dez pra não perder a paciência...



Tem o aluno relojoeiro:

ele sempre está desmontando

alguma coisa ...

 

Tem o aluno atleta:

sempre está correndo e

pulando os obstáculos...



Tem o aluno lixeiro:

ele não sai do lixo, apontando os lápis ...



Tem o aluno detetive 

aquele que fuça em

tudo que não é dele ...



Tem o aluno músico:

ele sempre está batucando na mesa ...



Tem o aluno hipocondríaco:

ele sempre inventa alguma

doença pra faltar ...



Tem o aluno leiteiro:

ele só aparece quando chega o leite...

 

Tem o aluno " homem invisível":

ele sempre está no meio

da bagunça, mas nunca ninguém viu ...



Tem o aluno "tropa de elite" :

te faz pensar em desistir todos os dias ....



Tem o aluno "gerente":

cuida da vida de todo mundo ...



Tem o aluno "anticristo":

ele inferniza todos os seus dias ...



Tem o aluno psicólogo:

sempre vem te falar o que

os outros estão sentindo ...



Tem o aluno sombra:

não desgruda nunca de você ...



Tem o aluno astronauta:

está sempre no mundo da lua ...



Tem o aluno catavento:

roda, roda, mas não

chega a lugar algum ...



Tem a aluna noiva:

chega sempre atrasada ...

24 de jul. de 2010

FOTOGRAFIAS EM ALTA VELOCIDADE MOSTRA PREDADORES EM AÇÃO

G1- Mundo / BBC - 23/07/2010 09h34 - Atualizado em 23/07/2010 12h59


O fotógrafo de vida selvagem canadense Scott Linstead capturou uma série de animais e insetos em ação, mostrando em detalhes cenas praticamente impossíveis de serem vistas a olho nu.


Camaleão ataca sua presa(Foto: Scott Linstead) 

Em um lago da Finlândia, Scott registrou o momento exatao em que a águia-marinha pesca o salmão. 
(Foto: Scott Linstead)  



 As fotos são tiradas em milésimos de segundos. Esta coruja foi fotografada no Canadá. (Foto: Scott Linstead) 


"Isso pode ser tão simples como um curioso que esteja olhando e venha perguntar alguma coisa, assustando o objeto da fotografia. Em parte, foi o que me levou a fotografar em estúdio."
Para ele, a maior recompensa é quando a foto conseguida tem o que chama de impacto universal - quando uma fotografia de vida selvagem consegue uma reação unânime do público, independentemente de onde eles vivem e quem eles sejam.

 fonte:G1/BBC

9 de jul. de 2010

USP testa 'preservativo intestinal' para tratar casos graves de obesidade

G1- Ciência e Saúde

24/06/2010 08h00 - Atualizado em 24/06/2010 13h19

Manga endoscópica, colocada pela boca, limita absorção do alimento.
Em um ano, pacientes conseguiram emagrecer em média 30%.

Uma prótese semelhante a uma camisinha, instalada no intestino sem a necessidade de cirurgia, está ajudando pacientes que sofrem de obesidade a emagrecer. O equipamento tem 62 cm de comprimento e impede cerca de 20% da absorção do alimento depois que a comida passa pelo estômago.
O produto foi testado pelo Hospital das Clínicas da USP em 78 pessoas. "Tivemos uma média de perda de 30% do excesso de peso nos pacientes", conta o médico Eduardo Guimarães Hourneaux de Moura, diretor do serviço de endoscopia gastrointestinal do hospital.

 

Além de emagrecer, 90% das pessoas que tinham diabetes tipo 2 conseguiram controlar a doença. Isso ocorre, segundo o pesquisador, porque a prótese estimula a produção de insulina e diminuiu a resistência do corpo a essa substância.
O teste foi realizado com pacientes que já tinham indicação de cirurgia do estômago, mas que não podiam fazê-la por causa das más condições de saúde causadas pela obesidade. Participaram da pesquisa pessoas que tinham obesidade mórbida (com índice de massa corporal, IMC, maior que 40) ou obesidade grave (IMC entre 35 e 39,9) com diabetes ou hipertensão.

5 de jul. de 2010

Telescópio espacial Planck mostra 'luz mais antiga' do universo

05/07/2010 14h50 - Atualizado em 05/07/2010 15h16

Planck, da agência espacial europeia, produziu foto que mostra a Via-Láctea e a radiação de bilhões de anos. 

A agência espacial europeia divulgou nesta segunda-feira (5) a primeira imagem do cosmos feita pelo telescópio espacial Planck, na qual é possível ver a "luz mais antiga" do universo.

A luz - chamada de radiação cósmica de fundo de micro-ondas - é associada ao chamado big bang, a grande explosão na qual os cientistas acreditam que o universo foi criado, há cerca de 14 bilhões de anos.
A parte central da foto é dominada por grandes porções da nossa galáxia, a Via Láctea. A linha horizontal brilhante atravessando a imagem é o eixo principal da galáxia.
É nessa região que se formam hoje a maioria das estrelas da Via Láctea, mas como a foto registra apenas luz com comprimentos de onda longos (invisíveis ao olho humano), o que vemos na realidade não são estrelas, e sim o material do qual elas são feitas, poeira e gás.
Mas a foto também mostra, em magenta e amarelo, a radiação cósmica de fundo de micro-ondas.
Formada 380 mil anos após o Big Bang, essa radiação de calor só pôde circular pelo espaço quando um resfriamento no Universo pós-Big Bang permitiu a formação de átomos de hidrogênio.
Os cientistas dizem que, antes desse estágio, o cosmos era tão quente que matéria e radiação estavam "fundidas". O Universo, seria, então, opaco.
Rascunho
Os instrumentos do Planck podem detectar variações de temperatura nessa radiação antiga que auxiliam a compreensão da estrutura do Universo no momento de sua formação e que são uma espécie de rascunho de tudo o que se sucedeu depois.
Foram necessários mais de seis meses para que o telescópio espacial conseguisse montar o mapa.
O Planck, lançado ao espaço em maio do ano passado, já está montando uma segunda versão do mapa. A idéia é que ele faça pelo menos quatro versões.
Os cientistas vão precisar de tempo para analisar todas as informações e avaliar suas implicações. A divulgação formal de imagens completas da radiação cósmica de fundo e de análises científicas sobre elas não deve acontecer antes do fim de 2012.
Segundo os pesquisadores, as informações coletadas constituem um banco de dados extraordinário, que os ajudará a compreender melhor como o Universo adquiriu a aparência que tem hoje.
"É uma foto espetacular, uma coisa linda", disse à BBC Jan Tauber, um dos cientistas da missão Planck.