16 de abr. de 2013

16 de abril - Dia Mundial da Voz

 
Hoje 16 de abril comemorou-se o Dia Mundial da Voz, mas é importante que todos os dias estarmos em alerta com o cuidado para preservar a nossa voz e detectar precocimente eventuais problemas através de diagnósticos precoces, especialmente nós professores que a usamos como ferramenta de trabalho.

Cuidados a ter com a voz

  • Fazer uma alimentação equilibrada, rica em fibras e proteínas
  • Beber bastante água e praticar exercício físico
  • Não gritar em excesso nem em tom agudo e falar pausadamente
  • Não fumar nem abusar de bebidas gasosas
  • Dormir bem

Sinais de alerta a ter em conta

  • Alterações na voz
  • Tosse frequente
  • Alterações no timbre da voz ou dificuldade em colocar a voz
  • Pigarreia ou rouquidão com frequência
Esteja atento à sua voz e identifique possíveis sinais de alarme. Alterações na voz podem ser sinal de doenças como papiloma, cancro da laringe, paralisia das cordas vocais, laringite crónica, entre outras.

Quando o que cura passa a matar

Ciência Hoje On-line
 

Por: Pedro Elias Marques, André Gustavo Oliveira e Gustavo Batista Menezes

O uso abusivo e indiscriminado de remédios pela população é um problema mundial, que responde por várias internações e mortes. As mesmas substâncias que deveriam tratar ou trazer alívio, quando usadas em excesso, podem intoxicar o corpo e levar à falência de órgãos vitais, como o fígado.
Quando o que cura passa a matar
Substâncias que deveriam tratar ou trazer alívio, quando ingeridas em excesso, podem causar graves danos ao fígado, órgão onde elas são processadas. (foto: Alaa Hamed/ Sxc.hu)
 
O ser humano tem sido desafiado pelas doenças desde o início de sua história, e elas provavelmente o forçaram a buscar alternativas para se manter vivo e saudável. Ainda não se sabe se os humanos primitivos buscaram os ‘medicamentos’ na natureza conscientemente ou se estes foram apresentados de forma aleatória a eles nas refeições que obtinham de plantas e ervas, por exemplo. Nossa capacidade de perceber, entender e memorizar os primeiros princípios ativos obtidos de recursos naturais foi crucial para o desenvolvimento da farmacologia e da terapêutica modernas.

Os relatos escritos mais antigos dessas práticas médicas têm mais de 3,5 mil anos e estão em documentos do antigo Egito conhecidos como papiros médicos, entre os quais se destacam o papiro de Smith e o papiro Ebers, preservados em museus europeus. Considerados os primeiros tratados médicos, esses papiros serviram de guia para as prescrições por muito tempo.

O número de viciados em medicamentos é maior que o de usuários de cocaína, heroína e ecstasy somados.

Hoje, o panorama é bem diferente: somos constantemente bombardeados por alternativas de medicamentos para tratar quase todos os problemas que possamos ter. Embora em todo o mundo sejam adotadas medidas importantes visando restringir o acesso e conscientizar a população para os riscos, os medicamentos mais ‘simples’ podem ser adquiridos com extrema facilidade, muitas vezes sem receita médica ou até pela internet.

Esses medicamentos de fácil acesso são utilizados para tratar dores de cabeça, resfriados, cólicas, dores musculares e problemas de saúde de menor gravidade. Mas são justamente esses fármacos os protagonistas de um quadro grave: o da automedicação e intoxicação medicamentosa.

O uso abusivo e não supervisionado de medicamentos é responsável por várias internações e mortes por ano em todo o mundo. Em 2010, a Junta Internacional de Fiscalização a Entorpecentes (Jife), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), declarou que o uso abusivo de remédios é um problema mundial, e que o número de viciados em medicamentos é maior que o de usuários de cocaína, heroína e ecstasy somados.

Papiro de Smith
O papiro de Smith, encontrado no Egito, tem cerca de 3,5 mil anos e é um dos mais antigos documentos sobre procedimentos cirúrgicos e medicamentos conhecidos. (foto: Wikimedia Commons)

Os dados são ainda mais preocupantes: o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), agência federal dos Estados Unidos, revelou que triplicou naquele país, de 1990 a 2008, o número de mortes por overdose de analgésicos. No Brasil, para que se tenha uma ideia do volume de remédios consumidos pela população, mais de 92 milhões de comprimidos de aspirina (marca comercial mais famosa do analgésico ácido-acetilsalicílico) foram consumidos em 2009. No mundo, são vendidas cerca de 216 milhões de unidades por dia.

Vale lembrar que esses números dizem respeito a apenas um tipo de analgésico, e de uma só marca, mas permitem ter uma noção da quantidade absurda que seria atingida somando-se todos os remédios consumidos rotineiramente, como os que controlam a pressão arterial, os antibióticos, os redutores de colesterol e vários outros.

Prejuízos ao fígado


Quem ‘paga a conta’ nessa história é o fígado. Tudo porque grande parte do que é absorvido pelo sistema gastrointestinal humano – aquilo que comemos e bebemos – é drenado diretamente para o fígado pela veia porta, antes mesmo de atingir a circulação geral. Uma vez no fígado, o sangue é dirigido para os lóbulos hepáticos, pequenos grupos de células existentes no órgão, fluindo por capilares especializados. Esses minúsculos vasos sanguíneos facilitam o contato entre a corrente sanguínea e os hepatócitos, células com múltiplas funções que compõem em torno de 70% a 80% do tecido hepático.

É justamente esse contato íntimo entre o sangue e os hepatócitos que permite ao fígado desempenhar a que é considerada sua principal função: a biotransformação de toxinas e drogas, para ‘limpar’ o organismo. As células do tecido hepático contêm enorme variedade de enzimas que transformam essas substâncias nocivas em moléculas mais solúveis em água, para facilitar sua inativação e excreção.

A incidência de doenças hepáticas causadas por drogas ou toxinas tem aumentado bastante em vários países, inclusive no Brasil

As funções do fígado, porém, vão muito além da desintoxicação dQo corpo. Esse órgão pode desempenhar até centenas de funções diferentes, e a maioria cabe aos hepatócitos. Entre essas funções estão a remoção dos glóbulos vermelhos envelhecidos da circulação (hemocaterese), o metabolismo de lipídios, carboidratos e proteínas, o armazenamento de vitaminas e alguns sais minerais e a síntese de fatores de crescimento (substâncias que estimulam a proliferação e a diferenciação das células) e proteínas do plasma sanguíneo (essenciais em muitos processos orgânicos).

Você leu apenas o início do artigo publicado na CH 302.

Pedro Elias Marques
André Gustavo Oliveira
Gustavo Batista Menezes
Laboratório de Imunobiofotônica,
Departamento de Morfologia,
Universidade Federal de Minas Gerais

Referência
Quando a cura passa a matar. Disponível em  http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2013/302


21 de mar. de 2013

21 de Março - Dia Internacional da Síndrome de Down

Síndrome de Down na atualidade

Assistimos uma grande evolução do que existe em relação a Síndrome de Down não só no nosso país, mas em todo o mundo. Evoluções na área médica que têm como conseqüência o aumento da expectativa e da qualidade de vida, evoluções na área de estimulação precoce que prepara as crianças para um futuro que ainda não podemos prever, pois há toda uma geração de crianças com Síndrome de Down que vai crescer, tendo recebido numa infância precoce tratamentos inovadores. Temos ainda evoluções na área educacional e também na social. Todo este conjuto vem contribuindo de maneira significativa para o desenvolvimento destes indivíduos que no Brasil, de acordo com as estimativas do IBGE realizadas no censo 2000, são em média 300 mil.

Dentro da psicologia acredito que o advento da ciência cognitiva e da neurociência vem contribuindo para o desenvolvimento de teorias que ajudam os psicólogos a pensar as particularidades e especificidades da cognição da pessoa com Síndrome de Down que até poucos anos atrás era considerado um indivíduo apenas “treinável”. Sabemos atualmente que isso era um mito e que o campo se configurava desta maneira muito em função da falta de pesquisas que pudessem contribuir para este entendimento, e também a segregação social sofrida pelas pessoas com a síndrome, que inibia o desenvolvimento das suas habilidades cognitivas, emocionais e sociais.

Na área de terapia de família os estudos também avançaram e a teorias que emergiram a partir da terapias das relações pais-bebê também estão nos dando novas possibilidades de atuar. O estudos das “competências dos bebês” humanos desde muito cedo vem trazendo novos horizontes para a área e mostrando a importância deste tipo de intervenção em famílias de crianças com riscos de atraso no desenvolvimento, que inclui a Síndrome de Down.

                                                               fonte: http://www.youtube.com

O que é Síndrome de Down?

A síndrome de Down (SD) é uma alteração genética produzida pela presença de um cromossomo a mais, o par 21, por isso também conhecida como trissomia 21.
A SD foi descrita em 1866 por John Langdon Down. Esta alteração genética afeta o desenvolvimento do individuo, determinando algumas características físicas e cognitivas. A maioria das pessoas com SD apresenta a denominada trissomia 21 simples, isto significa que um cromossomo extra está presente em todas as células do organismo, devido a um erro na separação dos cromossomos 21 em uma das células dos pais. Este fenômeno é conhecido como disfunção cromossômica. Existem outras formas de SD como, por exemplo: mosaico, quando a trissomia está presente somente em algumas células, e por translocação, quando o cromossomo 21 está unido a outro cromossomo.
 
                                      fonte: https://www.youtube.com
 
O diagnóstico da SD se realiza mediante o estudo cromossômico (cariótipo), através do qual se detecta a presença de um cromossomo 21 a mais. Este tipo de análise foi utilizado pela primeira vez em 1958 por Jerome Lejeune.
Não se conhece com precisão os mecanismos da disfunção que causa a SD, mas está demonstrado cientificamente que acontece igualmente em qualquer raça, sem nenhuma relação com o nível cultural, social, ambiental, econômico, etc. Há uma maior probabilidade da presença de SD em relação à idade materna, e isto é mais freqüente a partir dos 35 anos, quando os riscos de se gestar um bebê com SD aumenta de forma progressiva. Paradoxalmente, o nascimento de crianças com SD é mais freqüente entre mulheres com menos de 35 anos, isto se deve ao fato de que mulheres mais jovens geram mais filhos e também pela influência do diagnóstico pré natal,que é oferecido sistematicamente às mulheres com mais de 35 anos.
Como a SD é uma alteração cromossômica, é possível realizar um diagnóstico pré natal utilizando diversos exames clínicos como, por exemplo, a amniocentese (pulsão transabdominal do liquido amniótico entre as semanas 14 e 18 de gestação) ou a biópsia do vilo corial (coleta de um fragmento da placenta). Ambos os exames diagnosticam a SD e outras cromossopatias.
 

Referências

RODRIGUES, Fernanda Travassos. Portal Síndrome de Down. Disponível em http://www.portalsindromededown.com/atualidade.php
Fundação Sídrome de Down. Disponível em  http://www.fsdown.org.br/site/pasta_83_0__artigos.html

16 de nov. de 2012

Luz ao dormir pode dar depressão e dificultar aprendizagem, diz estudo

Luz (Foto: YouTube/Reprodução)
Luz ativa área da retina que, por sua vez, aciona o
cérebro e libera cortisol (Foto: YouTube/Reprodução)

Uma exposição frequente à luz durante a noite pode favorecer a depressão e causar problemas de aprendizagem e memória, conclui um estudo feito pela Universidade Johns Hopkins, nos EUA. A pesquisa foi publicada na edição da revista "Nature" desta semana . (ver o vídeo)

fonte:http://www.youtube.com/watch?v=tt-YhHTT7H0

Essa interferência da luminosidade, segundo os autores, pode ser desencadeada tanto por uma lâmpada acesa quanto por um computador ligado. Com o atual ritmo de vida de muitas pessoas, que tendem a ficar até de madrugada na internet ou trabalham por turnos, cresce a carga de cortisol – o hormônio do estresse – liberada no corpo.
O trabalho com roedores, coordenado pelo biólogo Samer Hattar, demonstrou que células sensíveis à luz localizadas na retina – região no fundo do olho onde as imagens são projetadas e traduzidas – se ativam pela luz brilhante e prejudicam o centro do cérebro responsável pelo humor, pelo aprendizado e pela memória, chamado sistema límbico.
Os animais foram submetidos a ciclos de 3,5 horas de luz e, em seguida, 3,5 horas de escuridão.
"É claro que você não pode pedir que os ratos digam como se sentem, mas vimos um aumento no comportamento depressivo deles, incluindo a falta de interesse por açúcar ou pela busca de prazer", diz.
As cobaias deprimidas também se movimentavam menos, não aprendiam mais tão rapidamente nem se lembravam das tarefas. Além disso, esses ratos não demonstravam interesse por novos objetos, em comparação com os bichos que ficaram no escuro.
Segundo Hattar, os seres humanos têm esses mesmos receptores nos olhos, o que faria com que os efeitos fossem muito semelhantes.
Até então, os cientistas já sabiam que dias mais curtos no inverno podem desencadear nas pessoas uma forma de depressão conhecida como "transtorno afetivo sazonal", que pode ser tratada com uma simples e regular exposição à luz.
Relógio biológico (Foto: Arte/G1)
 
 

Ranking das 7 Doenças Genéticas Raras

As doenças puramente genéticas (de origem hereditária) além de serem mais numerosas do que se pensava são mais raras do que as enfermidades de origem infecciosa, degenerativas (não determinadas geneticamente mas responsáveis pela predisposição ou não do individuo a estas) e alguns tipos de cancro (todos os cancros têm uma componente genética pois derivam de mutações no DNA das células mas na maior parte das vezes dependem em grande parte da influência de factores externos para se manifestarem).
As doenças genéticas estão tradicionalmente associadas a “sindromas”, “trissomias” ou “monossomias”, no entanto estes termos não se devem generalizar já que este tipo de patologia pode ter origens diversas, desde uma mutação genica (alteração de uma parte de um cromossoma), à ausência de um dos pares (monossomia = 1) ou a existência de um cromossoma a mais (trissomia = 3).
 As mais raras doenças conhecidas pelo homem são aquelas causadas por “problemas de fábrica” – doenças genéticas, provocadas por anormalidades em genes e cromossomos. O National Human Genome Research Institute, nos EUA, conduz pesquisas que ajudam a entender melhor as causas destas doenças e o seu tratamento, e mantém em seu banco de dados vasta informação sobre avanços e descobertas. A SUPER listou 7 destas raras doenças genéticas – conheça-as:


1. Síndrome de Chediak-Higashi


Menos de 200 pessoas no mundo foram identificadas com este distúrbio genético que afeta o sistema imunológico, impedindo o corpo de se defender de vírus e bactérias. Além das sérias infecções que geralmente provocam a morte dos pacientes ainda na primeira década de vida, os afetados pela Síndrome de Chediak-Higashi também são albinos e sofrem com hemorragias. Acredita-se que a doença é causada por uma mutação no gene responsável pela regulação do transporte de materiais dentro dos lisossomos, responsáveis por destruir substâncias tóxicas presentes nas células. No entanto, como o quadro clínico da doença ainda não foi completamente composto, a condição permanece enigmática.
2. Alcaptonúria

Esbarrar por acaso com alguém que sofre desta rara doença genética não é fácil: a alcaptonúria afeta apenas 1 pessoa em cada 1.000.000 de nascimentos. O quadro clínico é causado por uma deficiência da enzima oxidase do ácido homogentísico, ácido tóxico resultante do metabolismo da tirosina, um aminoácido importante para construção de blocos de proteínas. O resultado da ausência dessa enzima é o acumulo do ácido no organismo, principalmente em tecidos conectores, o que causa artrite e fraturas ósseas. Para identificar a doença, um dos principais indícios é a presença do ácido homogentísico na urina, que faz com que ela fique escura quando em contato com o oxigênio. Problemas no coração, pedras nos rins e na próstata são alguns dos outros sintomas causados pela Alcaptonúria.

3. Síndrome de Hermansky-Pudlak



A mutação de pelo menos oito genes está ligada ao desenvolvimento da Síndrome de Hermansky-Pudlak, doença mais frequente em Porto Rico e nos Alpes suíços, que afeta entre 1 em 500.000 e 1 em 1.000.000 de indivíduos no mundo. Além de enfrentarem problemas no funcionamento dos pulmões, intestino, rins e coração, os afetados pela Síndrome sofrem também com a diminuição na pigmentação da pele (que causa albinismo) e problemas de sangramento devido a uma deficiência no armazenamento de plaquetas – que, como você aprendeu nas aulas de biologia, são fundamentais para a coagulação do sangue.


4. Síndrome de Bardet-Biedl

Obesidade, polidactilia (dedos extras nos pés ou nas mãos), deficiências no aprendizado, diabetes, doenças renais e malformações cardíacas – estes são alguns dos sintomas nada agradáveis da Síndrome de Bardet-Biedl (BBS), que atinge aproximadamente 1 pessoa a cada 160.000 nascimentos. Apesar de a doença ter sido descrita há mais de 80 anos, apenas recentemente foi descoberto que a BBS pode ser causada por mutações em pelo menos 12 genes, e o National Human Genome Research Institute conduz atualmente estudos para entender melhor suas causas e desenvolvimento.
5. Doença de Gaucher

Uma deficiência na enzima beta-glicosidase, responsável por digerir os lipídios presentes no interior das células, é responsável pelo desenvolvimento da Doença de Gaucher. Sem essas enzimas, o acúmulo dessas substâncias danifica órgãos e tecidos. Aproximadamente 1 em cada 100.000 pessoas é afetada pela doença genética que, além de provocar o aumento do fígado e do baço e a diminuição de plaquetas, pode causar doenças ósseas, cirrose, fibrose e desconforto abdominal. Em casos onde a doença se desenvolve antes do nascimento ou na infância, pode causa inchaço, anormalidades na pele e sérios problemas neurológicos, geralmente levando à morte.


6. Leucodistrofias


Se você assistiu ao filme O Óleo de Lorenzo provavelmente já conhece um pouco sobre os problemas causados pela leucodistrofia, distúrbio genético que causa a destruição da bainha de mielina – película que protege os nervos e permite os impulsos nervosos. No longa-metragem, lançado em 1992 e inspirado em fatos reais, o garoto Lorenzo sofre com adrenoleucodistrofia (também conhecida como ADL), uma leucodistrofia que atinge aproximadamente 1 em cada 50.000 indivíduos. Apesar do óleo apresentado no longa ajudar a adiar ou reduzir os efeitos da doença, não existe ainda um tratamento definitivo para as leucodistrofias e estudos estão sendo conduzidos atualmente para entender melhor suas causas. Entre os sintomas da doença estão problemas de percepção, disfunção adrenal, perda da memória, da visão, da audição, da fala, deficiência de movimentos e demência.


7. Doença de Huntington


Você já deve ter ouvido por aí, mas saiba que lá vem um pequeno spoiler: Remy Hadley, personagem do seriado House mais conhecida como Treze, é portadora de uma rara doença genética que atinge 3 ou 7 pessoas a cada 100.000. A integrante da equipe do temperamental doutor-detetive sofre com um distúrbio neurológico hereditário e degenerativo causado por uma mutação genética no cromossoma 4. Este defeito tem como resultado a malformação da proteína “huntington”, que se acumula no cérebro e causa a morte das células nervosas na área responsável pela coordenação de movimento, e no córtex, que controla a percepção, pensamento e memória – funções que são mais freqüentemente afetadas com a progressão da doença cujos sintomas geralmente aparecem na vida adulta.