10 de jul. de 2011

Blog Ciência é...: Sistema Digestório: "Um laboratório Ambulante"

Blog Ciência é...: Sistema Digestório: "Um laboratório Ambulante": "Abaixo relaciono oito experimentos simples que você docente pode realizar com seus alunos; ou vice-versa(você aluno)em sua sala de aula. Des..."

É muito positivo..

Vamos rever novamente?

1º O COMEÇO: A AÇÃO DA SALIVA

Material:
  • vidro de conta-gotas com tintura de iodo
  • 2 copos plásticos
  • 2 tubos de ensaio numerados
  • água
  • amido





Procedimentos:

Coloque água em um dos copos, acrescente amido, mexa e despeje dois dedos da mistura em cada tubo de ensaio. No outro copo, recolha um pouco de saliva, passe-a para um dos tubos e agite. Espere 30 minutos e pingue uma gota de iodo em cada tubo.






Conclusão:

O amido, ao reagir com o iodo, apresenta uma coloração roxa, mas a mistura com saliva não fica roxa por causa da atuação da enzima ptialina. Ela transforma o amido em maltose, que não reage com o iodo.



Figura 1: Imagens dos experimentos realizadas pelos alunos do 2º ano "02" da Escola Estadual "Dom Gino Malvestio"


Figura 2: Imagens dos experiamentos realizados pelos alunos do 2º ano "01" da Escola Estadual "Dom Gino Malvestio"


2º É IMPORTANTE MASTIGAR BEM

Material:
  • 2 copos com água
  • 2 comprimidos efervescentes
Procedimento:

Triture um dos comprimidos sobre uma folha de papel. Coloque simultaneamente o tablete inteiro em um copo com água e o triturado no outro.



Conclusão:

O triturado se dissolve bem mais rápido. Essa é uma das características da digestão: quanto menores os pedaços de alimento, mais rapidamente os nutrientes presentes nele são absorvidos pelo organismo.



Figura 3: Experimentos realizados pelos alunos do 2º ano "02" da Escola Estadual "Dom Gino"
Observação: Neste experimento os alunos utilizaram substituiram os copos por beker e recipiente plastico com água.

3 SENTINDO SABORES

Material:
  • 4 conta-gotas com: suco de limão, água com açúcar, água com sal e chá de carqueja
  • açúcar
  • colher


Procedimento:
Diga aos alunos que algumas regiões da língua são mais sensíveis a certos gostos que outras. Pingue os líquidos em diferentes regiões da língua. Depois, coloque açúcar na língua seca de um aluno.Sugestiono que vende um aluno para que advinhe os sabores.
Conclusão:
Sentimos o gosto dos alimentos porque o cérebro interpreta as informações captadas pelos sensores presentes na língua. Se ela estiver seca, não sentimos gosto algum, pois a saliva ajuda a desprender dos alimentos partículas que sensibilizam o paladar.



Figura 4: Imagens dos experiamentos realizados pelos alunos do 2º ano "01" da Escola Estadual "Dom Gino Malvestio"


4º O MOVIMENTO DA DIGESTÃO

Material:
  • meia fina
  • bolinha de isopor ou de tênis
  • bolacha

Procedimento:



Peça aos alunos para colocar a mão no pescoço. Ao engolir uma bolacha, eles sentirão o movimento peristáltico feito pelos músculos do esôfago. Coloque a bolinha (que representa a comida) dentro da meia fina (o esôfago). Faça a bolinha deslizar pela meia empurrando-a com os dedos.
Conclusão:

Os músculos do esôfago se contraem de forma parecida com a meia para levar o alimento ao estômago. Esses movimentos ocorrem em todos os órgãos do sistema digestório.



Figura 5: Imagens dos experiamentos realizados pelos alunos do 2º ano "01" da Escola Estadual "Dom Gino Malvestio"


5º A ACIDEZ DO SUCO GÁSTRICO

Material:
  • 1 copo plástico de café
  • leite
  • vinagre ou suco de limão



Procedimento:

Coloque leite no copo e adicione vinagre ou suco de limão.
Conclusão:

O vinagre talha o leite da mesma maneira que o suco gástrico, produzido pelo estômago, quebra as moléculas grandes dos alimentos em partículas menores. Isso ocorre porque o suco é composto de ácido clorídrico, enzimas e muco.



6º O detergente da digestão

Material:
  • dois copos com água
  • óleo de cozinha
  • detergente


Procedimento:

Coloque óleo nos dois copos com água. Em um deles, acrescente detergente e agite.
Conclusão:

Assim como o detergente, a bile, produzida pelo fígado, é um suco ácido que transforma as gorduras em gotículas muito pequenas, facilitando a digestão.

7º Quebrando as proteínas

Material:
  • clara de ovo cozido
  • 4 tubos de ensaio numerados
  • água
  • suco de mamão, de limão e de abacaxi
  • algodão

Procedimento:

Coloque água no tubo 1, suco de mamão no tubo 2, de limão no tubo 3 e de abacaxi no tubo 4. Corte a clara de ovo em cubinhos iguais e coloque um em cada tubo. Tampe com algodão e deixe em repouso por três dias.

Conclusão:

Apenas no tubo 4 será possível perceber a diminuição da clara de ovo, já que a bromelina, enzima presente no abacaxi, provocou a quebra da proteína albumina. No estômago e no intestino delgado as proteínas também são quebradas pelas enzimas.

6 de jul. de 2011

Riscos e dificuldades da Internet na sala de aula















Fala-se muito das contribuições positivas do uso da tecnologia digital em sala de aula. Os professores que já experimentaram, no entanto, percebem logo que há muitas questões a serem resolvidas para tornar a tecnologia uma aliada realmente eficaz na educação. Há muito o que aprender, e muito o que discutir.
Segurança
Você tem ideia de quais são os riscos envolvidos no uso da Internet? Sem medidas de prevenção e conscientização, professores e alunos estão expostos a situações inusitadas.
Recentemente, nos Estados Unidos, uma professora quase foi condenada a 40 anos de prisão por exibir fotos pornográficas durante uma aula! Na verdade, parece que foi algum fato à revelia da professora que fez com que os computadores dos alunos exibissem conteúdo pornográfico.
Em uma escola de Ensino Médio um aluno contou ao seu professor que criou uma comunidade no Orkut com publicações que comprometem a imagem de seus colegas e de outros professores. O professor não soube o que dizer.
Como garantir que os conteúdos acessados na escola são adequados? Como evitar que os alunos publiquem material proibido ou prejudicial? Como impedir invasores nos computadores dos alunos? Como controlar o que o aluno vê?
Devemos simplesmente proibir o acesso a determinados conteúdos e atividades ou será mais eficiente mostrar que alguns sites não são confiáveis, que é preciso ver com olhos críticos o conteúdo publicado na Rede, que o que publicamos na Internet pode acarretar riscos e consequências legais para a escola e até mesmo para os pais dos alunos?
Todas essas perguntas têm respostas, mas não há soluções prontas. Cada escola, cada professor, cada grupo precisa encontrar a saída mais adequada para sua realidade. Todo cuidado é preciso, desde cobrar da instituição recursos de prevenção como antivírus, firewall e monitoramento de acessos até a conscientização de como deve se comportar o usuário da Internet.
Conhecer a Rede e saber usar
A lousa e o giz certamente podem ser um excelente recurso se o professor souber explorar suas possibilidades. Mas não há dúvida de que a Internet, com todo o seu potencial de recursos, pode trazer muito mais benefícios à aprendizagem. No entanto, não há milagre: aqui, novamente, é preciso saber usar.
A Internet permite a pesquisa, o conhecimento de outras opiniões e o contato com o mundo externo à escola e à comunidade. Além disso, traz a possibilidade de interatividade. Porém, para tirar proveito de todos os seus recursos, é necessário que o professor lance mão, antes de tudo, de sua criatividade, e que esteja disposto a conhecer essa tecnologia. É preciso também que o professor conheça as habilidades dos alunos na Rede e quais são os seus interesses.
Comece por uma conversa informal para conhecer quais são os interesses dos alunos e o que os atrai para tal. Você já pensou em fazer uma pesquisa em sala de aula para saber o que os alunos andam fazendo na Internet? Veja algumas perguntas que podem ajudar:
- Quanto tempo você fica on-line?
- Você usa MSN?
- Você conhece todos que fazem parte da sua lista de amigos do MSN?
- Você faz aprte do Orkut? De que tipo de comunidade você participa no orkut?
- Você utiliza a internet para pesquisa?
- Como você costuma fazer pesquisa na Internet?
- Você joga na Internet? Qual tipo de jogo você gosta?
- Qual o sistema que você utiliza para pesquisa na Internet?
- Você procura saber se a informação do site acessado é confiável?
Com essas informações você tem um bom material para ajudá-lo a orientar seus alunos no bom uso da Internet, podendo planejar assuntos a serem abordados com maior relevância na sua aula. Um debate sobres essas questões pode ser de grande utilidade!
Ensinar o aluno a usar a Internet
Para que a Internet seja bem aproveitada, ela deve fazer parte de uma ação continuada. Não basta falar sobre isso apenas uma vez. Procure oportunidades, mostre casos práticos, notíciais e relembre o assunto sempre que possível. Proponha atividades que envolvam pesquisa ou interatividade, ainda que seja apenas a troca de mensagens entre os alunos. Uma boa forma de preparar seus alunos é trabalhar questões práticas que envolvem suas atividades cotidianas na Internet.
Usando sempre a Internet, você vai ajudar seus alunos a aprenderem a usar a Rede com segurança e confiabilidade. Por exemplo, se um professor de Geografia pede uma atividade que envolva pesquisa na Internet, ele pode abordar a questão de quais os indicativos que levam a acreditar que tal site é íntegro e se suas informações são confiáveis.
A interatividade também precisa ser praticada para deixar de seu um bicho-de-sete-cabeças. Ela traz riscos e dificuldades que devem ser trabalhados em sala de aula a fim de construir e desenvolver nos educandos as competências necessárias para que possam tomar decisões por si próprios e saber agir diante desses riscos, ou até mesmo após um incidente.

Fonte:
- Texto original de Cristina Moraes Sleiman -

VELOCIDADE E ACELERAÇÃO - Construindo um pêndulo

Trabalho em equipe:


Nesta aula construiremos um pêndulo simples e trabalharemos com materiais de baixo custo, esses materiais podem ser encontrados facilmente na própria sala de aula.


A nossa intenção, com este experimento, é explicar ao aluno alguns conceitos físicos que envolvem oscilações, mostrar que é possível calcular a aceleração da gravidade (g) através deste pêndulo e calcular também o seu próprio período de oscilação (T).


Objetivo:
Investigar se a duração das oscilações de um pêndulo depende da massa,da amplitude de oscilação ou do comprimento do fio.


Você vai precisar de:
  • livro pesado
  • fita adesiva
  • duas porcas de metal
  • mesa
  • régua rígida
  • linha de costura(cor clara)
  • relógio que marque os segundos
  • caneta
Procedimentos:


figura 1


figura 2


1. Monte o pêndulo conforme esquematizado na fig 1. Certifique-se de que o pêndulo possa oscilar livremente, sem bater ou raspar em nada.


2. Afaste a porca da vertical cerca de 5cm e solte-a (sem empurra-la). O pêndulo irá oscilar com pequena amplitude, isto é, afastando-se pouco da vertical a cada vaivém. Marque o tempo gasto para a realização de 20 oscilações completas (uma oscilação completa é o trajeto de ida e de volta). Registre o resultado.


3. Repita o item anterior, desta vez afastando o pêndulo uns 10cm da vertical. Você estará aumentando a amplitude das oscilações. Registre o conteúdo.


4. Acrescente a outra porca do pêndulo, como mostra a fig 2, mas mantenha o comprimento do fio.(Sugestão: use a caneta esferográfica para marcar o ponto a partir do qual a linha estava pendurada.) Repita os itens 2 e 3. Registre os resultados.


5.Repita os itens 2 a 4 com outros comprimentos para a linha( por exemplo, 50cm, 60cm etc. Registre os resultados.


6. O período de oscilação de um pêndulo é o tempo que ele gasta para realizar uma oscilação completa. Use seus resultados para calcular o período de oscilação para cada situação investigada e analise os resultados. O período depende da massa pendurada no fio? Depende da amplitude das oscilações? Depende do comprimento do fio?


Obs.: O período de oscilação não depende da massa nem da amplitude (desde que a amplitude seja pequena, como se faz aqui). Com o experimento pretende-se que os alunos concluam que o período de oscilação de um pêndulo depende de seu comprimento. Os resultados do experimento permitem que eles entendam como a descoberta do isocronismo( palavra derivada de "isocrono") do pêndulo, feita por Galilei, conduziu à posterior construção dos primeiros relógios mecânicos.


Referência:


CANTO, Eduardo Leite do. Ciências naturais: aprendendo com o cotidiano. 3ª ed. São Paulo. Moderna. 2009.

3 de jul. de 2011

A Ciência



A Ciência
Fernando Pessoa 

A CIÊNCIA, a ciência, a ciência...
Ah, como tudo é nulo e vão!
A pobreza da inteligência
Ante a riqueza da emoção!

Aquela mulher que trabalha
Como uma santa em sacrifício, 
Com tanto esforço dado a ralha!
Contra o pensar, que é o meu vício!


A ciência! Como é pobre e nada!
Rico é o que alma dá e tem.