18 de fev de 2012

TUCUMÃ, consumidores em alerta!


MANAUS -  Os consumidores devem ficar atentos na hora da alimentação fora ou dentro do lar, para evitar as chamadas doenças transmitidas por alimentos (DTA), conforme alertam os especialistas em ciências biológicas e tecnologia do alimento da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (FUCAPI) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Defensores do consumo de frutos regionais, como tucumã, açaí, castanha e pupunha os profissionais advertem sobre os cuidados necessários para o manuseio, armazenamento e preparo destes e outros alimentos.
As dicas, que servem de alerta a consumidores e orientação aos comerciantes do segmento de alimentação, foram dadas pelos especialistas no 1º Curso de Capacitação em Boas Práticas na Manipulação de Alimentos, encerrado pela FUCAPI na última sexta-feira (10). A capacitação gratuita reuniu cerca de 30 trabalhadores da área, como microempresários, feirantes, ambulantes e comerciantes de tucumã in natura.

 “É preciso combater essa cultura de ‘o que não mata, engorda’, com muito esclarecimento”, enfatiza Eneida Nascimento, doutora em Ciências Biológicas pela Universidade Federal Rural da Amazônia.

Recente estudo feito por alunos do curso de Biotecnologia da instituição constatou a presença de coliformes fecais em 100% das amostras de tucumã em lascas coletadas em Manaus.

Ao consumir alimentos, as pessoas devem observar as condições de higiene do local, da pessoa que está vendendo o item e a aparência do produto. No caso de quem faz o manuseio do alimento é preciso ter, sempre, mãos bem limpas, usar luvas de preferência, cabelos amarrados, nada de adornos e nunca pegar em dinheiro”, destacou Eneida Nascimento.

Em relação ao tucumã in natura, disse a pesquisadora, é importante o consumidor evitar levar para casa um fruto escurecido, batido e, principalmente, aqueles em que as pessoas cravaram as unhas para verificar se há bastante polpa. “Por meio da unha, milhões de micróbios nocivos à saúde podem ser transferidos para o alimento”, afirmou.

Outros cuidados
O coordenador do curso Superior de Tecnologia em Alimentos da UEA, Carlos Victor Bessa, convidado para ministrar parte do curso, explicou que a DTA mais comum é a chamada infecção alimentar. “Em 30 minutos, a pessoa sente os efeitos de uma infecção, que se manifesta através de sintomas como vômito, dores abdominais, diarréia, náuseas e, febre, em alguns casos”, frisou. Segundo ele, os alimentos que mais causam DTA são ovos mal cozidos ou crus (especialmente usados no preparo de maionese caseira), carne vermelha, sobremesas, água, leite, entre outros.

De acordo com Bessa, alimentos contaminados pela bactéria Clostridium botulinun podem ocasionar um tipo de intoxicação alimentar fatal – o botulismo, que pode matar em até duas horas. Neste sentido, o cuidado deve ser na hora de consumir alimentos em conversa ou embutidos, onde não circulam oxigênio e a bactéria se reproduz. “As salsichas, por exemplo, devem ser cozidas até estourar, para garantir que atingiram temperatura acima de 100º, na qual é possível eliminar a maioria das bactérias, entre elas, a causadora do botulismo”, justificou. Os enlatados exigem cautela. A dica é nunca comprar latas amassadas. “Liberam substâncias altamente tóxicas ao organismo”, disse.

A compra de alimentação em vias públicos eleva o risco da pessoa adquirir uma DTA. “Só o fato de ser uma barraca em um local aberto, o alimento está sujeito à poeira da rua, que traz milhões de micróbios”, ressaltou. Para assegurar a saúde, a regra é segurar a fome até chegar um local mais adequado e evitar o famoso “churrasquinho de gato” e a “banca de café da manhã no meio da rua”.

fonte:
Portal Amazônia 

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